A EMC2 é finalista do Prêmio ‘Melhores da Comunicação Mineira 2010‘, concorrendo na categoria Prestador de Serviços – Relações Públicas.
A indicação e votação que tivemos até agora já é para nós uma vitória.
Aos que votaram em nós, o nosso muito obrigado pela confiança e carinho. Aos nossos clientes, agradecemos pelo reconhecimento do nosso trabalho e pelas oportunidades de fazer o melhor possível pautando-nos pela ética e compromisso com o resultado. Às pessoas que já trabalharam conosco, podem comemorar, esse reconhecimento também é de vocês.
Esse Prêmio é uma realização da AMP – Associação Mineira de Propaganda e SINAPRO-MG – Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais.
É provável que você adore cães. Muito provavelmente você adoraria saber que uma pessoa salvou um cãozinho de uma ‘crueldade sem tamanho’. E se essa pessoa fosse uma militar britânica em plena guerra no Afeganistão? E se o pobre cãozinho tivesse sido salvo das mãos das perversas criancinhas afegãs? Ora, que boa manchete, não? Não. Definitivamente, não.
Me custa crer que determinado segmento da imprensa subestima a opinião pública dessa forma. É infantil, pra não dizer tosco, requentar uma matéria tão sem propósito por uma tentativa desesperada de dizer que os soldados são bons e as criancinhas afegãs (bem como seus pais) são más, até com os cãezinhos.
Em meio a um dos maiores escândalos de vazamento de informações confidenciais do exército americano, o cãozinho Reorg vem à cena do crime para redimir o exército e seus aliados das acusações de possíveis crimes de guerra praticados no Afeganistão.
Os documentos obtidos e publicados pelo site Wikileaks relatam inúmeros erros, omissão de informações do exército americano durante a malfadada guerra contra o terror e talvez crimes de guerra. O Terror nutre o espírito dos dois lados.
Milhões foram gastos na guerra iniciada por George W. Bush e continuada pelo atual presidente americano Barack Obama. Agora, milhões deverão ser gastos para tentar ‘consertar’ o estrago na imagem dos Estados Unidos e aliados, causado pelas investidas de guerra de suas tropas.
De tudo, nos resta como conforto, se é que é possível, saber que as informações que vieram à tona e que provavelmente desencadearão uma profunda reforma nos métodos militares americanos, foram uma vitória da sociedade civil contra o sepultamento (mais que omissão) de informações que deveriam ser repassadas ao público. Não estamos falando de estratégias militares, mas de vidas humanas. Omitir morte de civis, equívocos de alvo de ataques e que o Talibã está mais forte que no início do conflito não é propriedade do exército aliado, ainda que ele seja o principal agente da guerra.
O pior de tudo isso é saber que o cão Reorg é apenas o primeiro mascote aliado às tropas americanas no Afeganistão. Quem sabe amanhã apareça um gatinho, um pardal, um polvo…
Ah, só a título de curiosidade: Reorg foi alimentado com uma dieta a base de mingau de aveia e apresuntado enlatado. Além disso, foi levado para o Reino Unido a um custo de 3.500 libras (9.600 reais, aproximadamente).
Os habitantes com mais sorte misturam cevada com a grama para fazer o pão (Fonte: bbc.co.uk)
Entra em vigor hoje, dia 16 de julho de 2010, no Rio de Janeiro, a lei que obriga os supermercados a usarem sacolas retornáveis em substituição às sacolas plásticas usadas em todo país.
Claro que, como na implantação de todo novo programa que implica em mudança de comportamento, clientes e comerciantes ainda estão se adaptando a ideia. E muitos deles ainda não estão preparados, embora devessem, já que a lei foi sancionada em julho do ano passado (2009) e previa um prazo de adaptação até a data de hoje para médias e grandes empresas. Será a mania de dizer “isso nunca vai dar certo aqui?”.
Medidas de incentivo estão sendo tomadas para que o cliente seja estimulado a fazer a troca das ‘sacolas sujas’ pelas ‘sacolas limpas’. Irônico ou não, diante do apelo mundial sobre a questão ambiental, as pessoas precisam ainda ser incentivadas a mudar de hábito. Sim, claro, hábito não é coisa que a gente muda de um dia para outro. Mas também é verdade que o meio ambiente não está na pauta pública de um dia para o outro. O próprio Rio de Janeiro foi sede de uma das maiores discussões ambientais da história, a ECO-92. É fácil ser ecologista se a responsabilidade pela mudança só cabe aos outros.
Quando a incrível capacidade de inovação da raça humana substituiu a sacola de papelão pela sacolinha plástica, o feito foi rapidamente incorporado pelas pessoas, afinal, agora, além de carregar as compras você ainda pode usar a bendita sacola no lixo do banheiro, certo?! Pois bem, só que ninguém pensou (ou ninguém quis dizer antes) que, para jogar o papel higiênico na sensacional sacola plástica, você está também ‘sujando’ no mundo.
Mas apesar disso a atitude é louvável e urgente não só para o Rio de Janeiro, mas para todo Brasil. Um dos entraves apontados pelas associações de classe dos supermercados é o custo elevado das sacolas biodegradáveis. Talvez o custo baixe quando a demanda aumentar. Esse é o princípio básico da economia, lei da demanda e oferta.
Portanto, caros brasileiros, da mesma forma que conseguimos incorporar rapidamente as sensacionais sacolas de plástico ao nosso dia a dia, tratemos de substituí-las urgentemente pelas retornáveis ou biodegradáveis. Aliás, peça, ou melhor, exija da sua rede de supermercados favorita que ela adote as novas sacolas. Assim você terá mais tempo para aproveitar as demais ofertas tecnológicas que o mundo oferece e que causam menos dano à humanidade.
Lendo hoje uma matéria veiculada no portal UOL sobre as enchentes no nordeste, me perguntei: ‘onde foram parar os planos e manuais (caríssimos, diga-se de passagem) anticrise desses Estados (referenciados na matéria: Alagoas e Santa Catarina)? Em seguida, me perguntei se as autoridades já ouviram o velho ditado “errar é humano e permanecer no erro é burrice!”.
Em 2008 uma tragédia abateu Santa Catarina. Aliás, abateu Santa Catarina e o Brasil. Uma mobilização há muito não vista no país arrecadou toneladas de alimentos, roupas e uma boa quantidade em dinheiro. À época, todos os jornais e revistas noticiavam, com orgulho, a solidariedade dos brasileiros para com os atingidos. Eu, provavelmente você e muitos outros, ficamos felizes em ajudar. O governo federal liberou milhões em socorro às famílias e ao Estado. Pois bem.
No início de 2010, o morro do Bumba desaba no Rio. Com ele, mais tantas outras vítimas desse desastre (ambiental?). O retrato se repete. Os brasileiros se mobilizam para ajudar. As autoridades federais liberam mais grana. Os desabrigados esperam pela reconstrução (no que for possível) da vida.
Mal nos recuperamos desse susto, evidentemente os diretamente atingidos não se recuperarão tão cedo, e novamente uma tragédia, com as mesmas características, recai sobre os estados de Alagoas e Pernambuco. Mais vidas, mais sonhos, mais famílias arrebatados por uma água que aparentemente é a vilã da história.
Em 2 anos, SÓ 2 anos, desastres como esses se repetem e se repetem… As autoridades se defendem dizendo que o problema está na ocupação irregular. Os ambientalistas dizem que é o reflexo do descaso com a natureza. O povo brasileiro diz que vai ajudar. E o fulano nordestino, carioca e catarinense diz que sente falta da sua casa, do seu filho, da sua família.
A reportagem, a qual me refiro no início desse texto, relata a tentativa louvável de alguns técnicos catarinenses para levar sua experiência (que, claro, jamais queriam ter aprendido na vida) para integrantes da Defesa Civil de Alagoas. Mas o que mais me choca no texto é: “O problema é que tivemos que identificar áreas, fazer a compra desses terrenos e isso durou, em alguns casos, mais tempo que o decreto de emergência, de 180 dias. Sem o decreto em validade, tivemos que passar por todo o processo de licitação. As casas estão sendo construídas, algumas já foram entregues, mas há essa dificuldade para garantir que a tragédia não se repita”.
Quase dois anos depois da tragédia de Santa Catarina e ainda há famílias morando em abrigos e com sorte em casas alugadas. A burocracia emperra o recomeço. Será que os cariocas, alagoanos e pernambucanos atingidos pela mesma tragédia leram essa matéria? Compadeço-me do desespero se a resposta for sim, leram.
Os brasileiros mandam doações que podem estar sendo desviadas. As autoridades liberam o dinheiro para reconstrução das casas que demorarão 1 ano para serem licitadas. E os planos anticrises continuam engavetados no arquivo morto porque talvez seja mais fácil e cômodo receber 200 milhões de reais em ajuda depois da casa no chão do que avaliar locais para retirar as famílias em risco, ou cuidar do meio ambiente para que ele não se vingue depois. Talvez seja mais fácil alimentar os miseráveis com as doações que virão em seguida à tragédia do que dar-lhes dignidade de vida.
Talvez devamos aprender a nos mobilizarpara a política como para torcer para a também soterrada seleção brasileira.
A EMC2 disponibilizará a partir de agora todos os textos discutidos no periódico Comentários Práticos sobre Economia. Os volumes 1 e 2 já estão na seção Biblioteca do site para download.
A propósito, seus comentários e sugestões de temas a serem abordados são sempre bem-vindos. Converse conosco pelo email comentarios@emc2.pro.br.
O mundo está em ritmo de Copa do Mundo. E o ritmo dos ‘bafana-bafana’ é envolvente, delicioso, barulhento também, mas alegre. Em muito diferente daquele ano com nossos amigos ‘do Alemánha’ (leia com sotaque carregado) frio, distante. E apesar das tentativas de quebrar o gelo e colocar um molejo nos quadris, o ídolo daquela nação, Oliver Kahn, mostrava afiado como era o ‘jeitão’ de seu povo.
E como é bom ver o sorriso largo e acolhedor dos africanos. São várias tribos, 11 diferentes idiomas, mas quase ninguém nota porque parecem estar falando a língua do mundo: o futebolês, que a todos encanta. Além de tudo isso, vejam só, eles adoram o Kaká. Ah não, tem como não sentir emoção?!
E se nesse momento todos os olhos estão voltados para a África do Sul é preciso lembrar ainda que, daqui a quatro anos, será a vez do Brasil. Pensa bem, serão duas Copas do Mundo seguidas transbordando alegria, paixão e cores.
Tudo bem que o motivo dessa escolha não foi só nossa paixão pelo futebol. Nem pelo fato de sermos os melhores do mundo nesse esporte. Nem porque o Pelé é nosso e o Maradona nunca foi melhor que Pelé, nunca. Hum bom, voltando…
Ok, a nomeação é também um reflexo do novo cenário econômico mundial. Enquanto os Estados Unidos e a Europa vivem uma profunda crise econômica (ou tentam se recuperar dela), a economia brasileira foi uma das que melhor enfrentou essa crise e tem dado sinais de poder crescer de forma sustentável nos próximos anos. E mais, consolidou sua imagem e representatividade não só perante os países emergentes, mas sobre as grandes nações do mundo.
Tá bom, a Copa do Mundo não é só futebol. Tem muito de relações internacionais envolvidas nesse grande negócio. Do ponto de vista econômico, o grande volume de investimentos pode impactar significativamente a malha da infraestrutura econômica do país. Ampliação dos transportes públicos urbanos e o crescimento da rede hoteleira são apenas alguns exemplos do legado que poderá ser deixado no Brasil pós Copa.
Mas quer saber, a gente não quer discutir isso tudo agora. O que importa mesmo é que dia 15 de junho, próxima terça-feira, nossa seleção estréia na Copa do Mundo da África.
As bandeiras estão nos carros, ainda modestas, mas já colorem de verde-amarelo as avenidas loucas dos grandes centros. Muitas ruas já estão com suas bandeirolas de festa junina, todas com as cores da nossa bandeira (já colocando pressão em São João pra abençoar a seleção canarinha). Os muros estão sendo pintados, os bares preparados com telão e tira-gostos, as propagandas tirando sarro dos argentinos e a gente amando tudo isso.
O fascinante da Copa é que apesar de ter faltado uns 358 jogadores pra seleção do Dunga ficar do jeito que os brasileiros queriam, não importa mais. As vuvuzelas já estão ensurdecendo o mundo. Que rufem os tambores porque essa é do BRASIL!
Canta Shakira, canta…
Waka Waka eh eh. This time for… Brasil, claro. Rumo ao Hexa!
Oba! Vai começar mais uma campanha eleitoral. Por mais que se diga que estamos em uma sociedade de bens e serviços de consumo e investimento, que atividades voltadas para isso movem a economia nacional, é interessante como um período eleitoral “monopoliza” o espaço de Marketing e Comunicação do País. Tudo o mais é secundário, exceto a Copa do Mundo, claro.
Seria de se esperar que os extraordinários talentos de marketing fossem capazes de apresentar produções bem elaboradas, capazes de darem o recado certo para cada um dos segmentos de uma sociedade pluralista e pluralizada, de esmerar o debate em torno das questões mais relevantes para os projetos políticos (ou planos de governo) que se apresentam e para a gestão do próprio Governo.
Não é isso o que se encontra. A banalização do debate político e do processo eleitoral faz com que Armando Falcão ria por último – e melhor. Para quem não sabe, Armando Falcão foi Ministro da Justiça do Presidente Médici, no período mais duro da ditadura de 1964 a 1985. Entre outros “exercícios de democracia” ele proibiu o debate entre candidatos durante as campanhas eleitorais. O cara podia apenas colocar uma foto dele na tela e ter seu curriculum lido em off. Se você se lembra de como são as propagandas de candidatos a deputados, hoje, deve estar entendendo porque ‘Seu’ Falcão está rindo por último.
[A EMC2 não promove nem desmerece qualquer candidato e/ou partido. O vídeo é meramente ilustrativo]
Mas mesmo com candidatos a cargos majoritários a coisa não varia muito. Estamos falando de candidatos a Presidente, Governadores e Senadores, sim! Dê a um candidato a cargo majoritário o mesmo tempo que tem um candidato a deputado e veja o que aconteceria. É quase uma certeza que sua mensagem seria “Fulano fez isso, isso e isso e trabalhará por tal e qual benefícios para a população.” Agora aumente esse tempo para os muitos minutos que os principais candidatos, Dilma e Serra, terão e você encontrará o mesmo teor, só que com um tratamento mais extenso, mais agradável.
Os argumentos
11 em cada 10 marketeiros políticos (sic) dirão que oferecem ao público (o eleitorado) aquilo que o público quer saber. Fazem pesquisas para saber o que o público quer saber. Pesquisas, hoje em dia, são o álibi de tudo. No caso das que comentamos aqui, uma análise cuidadosa de questionários e tratamentos dos dados deve revelar que o que se busca são quais os temas que, tratados de tal e tal jeito, mais sensibilizam o eleitorado. Isso é bem diferente de “o que o eleitorado quer saber”.
Mas, o que importa é o resultado, dirão, mudando o argumento de pau para cavaco. Primeiro, esta não é a única forma de se chegar aos resultados. Pode ser a mais fácil, mas não é a única. Segundo, para que seja a mais fácil, é preciso que nenhum outro participante resolva tratar o assunto de um jeito diferente. Há, portanto, um acordo tácito entre esses prestadores de serviço.
As consequências
Terceiro, a vencedora, ou o vencedor chega ao poder com vínculos muito tênues entre ela/ele e o eleitorado. Ao surgirem os custos de realização das promessas e da compatibilização disto com a gestão do governo, a imagem do governante se desgasta rapidamente. Neste momento, o diabo vem cobrar seu preço. O diabo mora nos detalhes, como se sabe, e os detalhes não foram mostrados durante a campanha. O diabo mora nos detalhes, mas tem casa de campo no Congresso Nacional. Um Presidente sem poder de mobilização sobre a sociedade fica a mercê de negociações e negociatas com os deputados. Aqueles que não falaram nada durante a campanha eleitoral, agora vão dizer a que vêm.
E a tragédia se repete.
Não é culpa da má qualidade do marketing político os malfeitos dos governantes. Mas é culpa dele, sim, conduzir um processo por caminhos tão estranhos ao que é essencial para o mandato que se inicia. Retira do eleitor a possibilidade dele se decidir com base em elementos relevantes para o governo que se seguirá. Transforma em fantasias elementares o que poderiam ser expectativas plausíveis sobre aquilo que ele escolhe.
Roupa de gala, eleitor, eleitora! Vai começar a ópera-bufa.
Com certeza você deve estar se perguntando sobre o que não devemos mais falar, certo? Poderia enrolar mais um ou dois parágrafos pra prender a sua atenção nesse post e só lá pelo quarto dizer que o tema é Dengue. Mas ai você me diria: “ah nem, esse papo de novo?!” Pois é, por isso mesmo resolvemos começar pela sua resposta.
É incrível como esse tema tem sido explorado à exaustão na mídia e nas redes sociais. Mas aí eu te devolvo a pergunta: por que, com todo esse aparato de divulgação, a dengue continua ganhando batalhas atrás de batalhas nessa guerra interminável? Será que temos aqui uma contrainformação e que as pessoas estão começando a rejeitar?
Os dados não são nada animadores quando olhamos homens x mosquitos. Mais duas vítimas em Minas só essa semana e inúmeros casos registrados. Até um jogo, cuja criatividade e adesão são inquestionavelmente positivos, foi criado para tentar ajudar ludicamente as pessoas a se ‘livrarem’ dos focos da dengue.
Dengue Ville
Claro que agora muitos aparecerão com a solução mais eficaz para o combate à doença. Muitos apontarão que o problema é esse ou aquele. Não pretendemos nesse post apresentar uma única possibilidade de solução para um caso de saúde pública tão grave. Afinal, não temos acesso a dados importantes para avaliar todo o cenário, bem como suas variáveis. Entretanto, sob a ótica e o conhecimento de comunicação e relacionamento com comunidade podemos levantar algumas formas de atuação sob a questão que ainda não foram, até onde sabemos, consideradas pelos órgãos de saúde do Estado.
Já vimos inúmeras reportagens e propagandas sobre o tema solicitando aos moradores que ‘joguem fora os entulhos’ que contribuem para a proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da doença. Entretanto, é aí que se encontra um dos possíveis paradoxos do combate à dengue.
Para aqueles cujo poder aquisitivo lhes permite possuir bens com certo grau de valor, uma planta com pratinho cheio d’água, uma piscina mal cuidada ou um ralo destampado pode ser apenas um descuido. Entretanto, para uma boa parcela da população, sobretudo de baixa renda, o ‘entulho’ acumulado, e que por vezes são focos de dengue, são ‘entulho’ pra você, pra mim. Mas para eles é o bem que conseguiram ‘juntar’ na vida. Pareceria uma conclusão piegas não fosse sua grande incidência.
‘Jogar fora o entulho’ é reduzir o que as pessoas possuem a lixo. Muitas vezes o é se olharmos com os olhos de quem está de fora. Quantas vezes você já se deparou com a arrumação do seu guarda roupas e em meio àquelas roupas velhas, decidiu guardar algumas porque sabe lá o dia que você gostaria de usá-la novamente? A lógica é a mesma. Ou quase. É preciso mudar a abordagemde “não junte lixo” para “uma nova forma de guardar as suas coisas”! O agente de saúde não deve fazer apenas o papel de agente do controle e sim de sensibilização. É preciso entender o contexto dessas pessoas e orientar seus hábitos de acordo com as limitações de entendimento e percepção.
As propagandas e demais iniciativas são absolutamente válidas, mas já percebemos que não estão dando o retorno esperado. É hora então de investir em mobilização. E, podemos informar de antemão: “Mobilização” não é euforia de Copa do Mundo. É preciso fazer a coisa direito. O mosquito faz – e está ganhando.
Em maio, a EMC2 inicia a publicação mensal de seus Comentários Práticos sobre Economia.
É verdade que o que acontece na economia tem efeito sobre todas as pessoas e empresas. É igualmente verdade que é difícil entender como esses efeitos agem no nível do indivíduo ou da empresa específica e, principalmente, como reagir a eles.
Normalmente os comentários sobre economia tratam de fatores abrangentes, como a taxa de juros, o câmbio, o déficit fiscal nominal e o superávit primário. E os ligam uns aos outros e ao nível de emprego ou de atividade econômica. E como fica a sua empresa?
É esta ligação que começaremos a fazer. Observar o cenário macroeconômico e identificar como as empresas são afetadas. E o que se pode fazer, seja para ter menos dificuldades ou para aproveitar melhor os efeitos gerados.
A abordagem é coloquial e a linguagem tentará evitar o “economês”. Por outro lado, o conteúdo e as análises serão rigorosas, como costumam ser os trabalhos da EMC2. O primeiro comentário aborda os aspectos perigosos do forte crescimento econômico que o Brasil experimenta neste momento.
Esperamos poder ajudá-los em suas tomadas de decisões e adequação de suas estratégias a um ambiente que costuma trazer sempre mudanças desafiadoras. E, com a mesma abordagem, a cada mês trataremos um tema importante.
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Em 20 de abril de 2010 ocorreu uma explosão em uma plataforma da British Petroleum – BP , no Golfo do México. São 11 funcionários mortos, milhões de litros de petróleo lançados no oceano e um dos maiores desastres ambientais dos últimos tempos.
Vazamento no Golfo do México
E o que você sabe sobre a causa e as possíveis soluções para o problema? Provavelmente nada. Nem nós. E o que é pior: nem eles. O que vimos foi uma série de erros e tentativas fracassadas para consertar um problema que até agora só faz crescer.
O sistema de emergência que deveria fechar a válvula de captação do petróleo falhou. Mandaram robôs fecharem a bendita válvula. Falharam. E passados 15 dias da explosão, a tal válvula continua despejando sem dó 6 milhões de litros de petróleo por dia. Tudo isso porque o sistema de emergência falhou exatamente na hora que deveria funcionar. Seria cômico não fosse o tamanho da tragédia.
Tudo isso, somado a uma sequência de trapalhadas, sinaliza uma série de hipóteses sobre a atuação da organização, nesse caso a BP. Negligência, ausência de um plano de crises, falha na inspeção e manutenção de equipamentos, ausência de um plano de comunicação com públicos estratégicos, sobretudo a imprensa. Não importa. Infelizmente nada disso importa agora. Servirá, claro, como respaldo para punição – e esperamos que seja rigorosa – para a empresa e exemplo para as demais. Mas o fato é que estamos diante de um absoluto caos ambiental e as consequências dessa malfadada novela mexicana são irreparáveis. Um ecossistema está comprometido e infelizmente essa é a única informação da qual todos têm certeza.
A British Petroleum “prometeu limpar tudo”. Discurso meio fajuto. Isso não é promessa, é uma obrigação. E, que fique registrado, limpar tudo não é apenas remover a gigantesca mancha que se estendeu pelo Golfo do México, se é que isso é possível. Limpar tudo significa reparar os danos por todas as formas de vida perdidas e pelo desequilíbrio causado que será sentido ainda por alguns anos.