Para obter ganho em competitividade, as empresas têm investido cada vez mais em ferramentas para gerenciamento de processos, gestão de qualidade, equilíbrio financeiro, adequação de estoque à demanda; abusam do uso dos meios de comunicação interna, para agilizar o envio de informações, e estabelecem procedimentos operacionais para obter o melhor aproveitamento do papel carbono.
Todas essas iniciativas, exceto a do papel carbono, são absolutamente válidas e pertinentes. Mas todas elas têm foco no aprimoramento dos produtos e/ou serviços vendidos por essa empresa. Entretanto, existe aí um público que opera e permeia todos esses processos: os empregados. E, na grande maioria das vezes, eles não têm retorno adequado sobre como contribuem para o sucesso da empresa onde trabalham.
Com base em referências e/ou experiências anteriores, as pessoas acreditam que quando o chefe chama para uma conversa pessoal ou é algo grave para a empresa, erro em algum procedimento, ou é algo grave pra você, burocracia de seguro desemprego. Esse conceito foi reforçado por atitudes rígidas e autoritárias engessadas no passado, onde o ‘manda quem pode e obedece quem tem juízo’ prevalecia. Mas hoje os empregados estão cada vez mais qualificados e exigentes, tal como os consumidores. O chefe virou líder. E o feedback não pode ser mais sinônimo de xingamento. Ele se tornou uma importante ferramenta estratégica da organização, onde líderes e equipe precisam estabelecer critérios e oportunidades para que o feedback seja dado e do jeito certo.
É preciso dar retorno para o empregado no momento adequado. Se houve uma contribuição de tal ou qual pessoa da equipe ou de toda ela, é fundamental cumprimentar e evidenciar os pontos positivos que contribuíram para o êxito. Se uma ação planejada não se efetivou é preciso reunir todos os envolvidos para uma avaliação dos aspectos que precisam ser observados, mas isso não é caça às bruxas ou crucificação de alguém. É uma oportunidade para tirar o foco do problema e voltá-lo para a solução e atribuir papéis e responsabilidades mais claros para que não haja furos das próximas vezes.
O feedback tornou-se, portanto, uma atribuição estratégica de gestores, líderes e equipes e deve ser visto e praticado por todos na organização como forma de contribuição para o ganho de competitividade da empresa. O que impressiona é que algo tão fácil de se entender seja praticado tão pouco. Ou mesmo, tão mal.






