A alma do negócio

Dizem por ai que a “propaganda é a alma do negócio”. E o diretor de cinema Tim Burton, juntamente com a produção da Disney, parece ter entendido bem a importância da promoção nesse complexo jogo de disputa pelo primeiro lugar nas bilheterias. Estamos falando da adaptação de “Alice in Wonderland”, que será lançado no Brasil no mês de abril.

Trata-se de um dos filmes mais aguardados do momento. E toda essa euforia não é mérito apenas da produção, dos atores e dos figurinos, que já renderam a ele indicações ao Oscar. O que chama a atenção de milhares de pessoas ao redor do mundo são, na verdade, as estratégias criativas utilizadas em sua divulgação.

A Disney realizou um flash mob, intitulado “Tea Party”, em uma feira internacional de tendências da moda e acessórios femininos em Las Vegas. a apresentação inusitada tinha como objetivo mostrar como o filme deseja influenciar a moda em 2010.

Outra ação foi o envio de um press kit à imprensa e outras personalidades que continha uma série de livros encaixados com imagens e informações a respeito do filme. Uma chave para Wonderland, que era na verdade um pen drive, fechava a surpresa.

Ações geniais que saíram do lugar comum e souberam explorar com inteligência as oportunidades de divulgação. Mas e a tal alma do negócio?

É inegável que iniciativas como essas instigam a curiosidade e aumentam a expectativa da audiência. Mas é injusto atribuir somente à propaganda todo o mérito do sucesso do produto.

É preciso pensar na motivação, no desejo de inovar, no querer ser diferente. E ai fica na cara: a verdadeira alma de qualquer negócio é a criatividade.

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